segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Do Alto do Meu Chapéu"

   Ganhar sorteio é bom demais né? Quando é de livro então, rende uma porção de sonhos.
   Outro dia participei do Sorteio da página Brincadeiras Literárias e ganhei um livro lindo, com poemas mais lindos ainda da escritora Gláucia de Souza

   Há tempos que a internet tem me aproximado de pessoas queridas, que vão ganhando espaço em  meu coração.
   Mas vamos ao livro lindo, que olha, já foi pro cantinho dos mais amados e que veio num envelope cheio de carinhos, marcadores, cartinha fofas e autógrafo da autora!

#viverdeamor  #émuitadoçuranumlugarsó




   O "Do Alto do Meu Chapéu!  é lindo mesmo Fabi!!
   A escritora é a mesma que escreveu "Saco de Mafagafos" e "Bestiário" e claro, o meu querido "Astro Lábio".

   Os poemas da Gláucia, inspirados nos papercuts de Hans Christian Andersen, tem uma curiosidade dançante, cada um deles recorta através dos olhos histórias desdobráveis, trazendo tantas lembranças quanto é possível pra quem fica por perto na hora da poesia.
   Lemos tantas e tantas vezes, que acho que todo mundo da família acabou por conhecer o livro e se desdobrou em histórias:

* A vovó que já encontrou com os gnomos quando foi regar o jardim
* A menina bailarina que quer se transformar em borboleta poetisa
* O menino maluco que só tirava o chapéu pra mostrar a língua pro cuco

   Tentei escolher um poema pra chamar de nosso preferido. Não deu, não entramos num acordo.
   Como o Neco já deu sua opinião por aqui, quem escolhe hoje é a Nanda.




Borboleta

Borboleta, me traz um dia
de presente?
Pula e dança
na minha frente?
Faz nuvem torta
ter cara de gente?
Ou cara triste
ser contente?

Borboleta, sem nem mais,
me ensina:
a ter cara de menina?
a gritar que nem buzina?
a catar vento em esquina?

mas se não der...
Borboleta, me faz...

Ah! Me faz ser...

... bailarina!



   Obrigada Fabi, Gláucia. Carinho que não se mede! ♥

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Doação e método humanizado.


Bom dia!

Ontem ganhamos alguns livros do pedreiro que trabalha aqui com a gente, ele tem três filhos, 3, 12 e 18 anos. A menor vem pra "Hora da História"
Ele resgatou os livros que uma escola municipal jogou fora! Teve o cuidado de embalar e trouxe na bicicleta.
Seis crianças da mesma escola municipal participam das nossas atividades. Duas delas, vem só de vez em quando, as outras quatro tem entre 8 e 10 anos não sabem ler, mal reconhecem as letras do alfabeto.
Para essas crianças, que são muitas no nosso grupo, e que por não saberem ler, ficam com vergonha de voltar outras vezes, criamos o 30/3.

O que é isso? 30/3? Nunca ouvi falar!!!

Eu explico!

Baseados na teoria  de que, com um pouco de trabalho todo dia, mantemos tudo na mais perfeita ordem, sem desespero, cobranças ou esforços maçantes, as crianças aparecem por aqui em horários pré determinados, colocamos o timer pra disparar em 30 minutos.
E, me orgulho em dizer, que são 30 minutos muito divertidos, que funcionam como um reforço, e que a cada dia elas estão melhores.

Acho que funcionamos um pouco assim, não estamos programados pra entrar numa sala e aprender, pra marcar uma hora e aprender. Dentro do ser humano existem dois botões, um que é imediatamente acionado quando percebe imposição, e ao lado desse, outro que dispara sempre que há o poder de escolha! Um complementa o outro.

Então, eles vem, porque sabem que estou disponível naqueles horários, mas ainda assim quem escolhe são eles.

30 minutos diários e mesmo semanais, fazem uma diferença enorme.

Daí você pergunta:
- Mas, de onde você tira tanto tempo?

Eu não paro minha vida, eu apenas me disponho a transmitir o que sei.
Posso estar regando as flores, lavando louça, lendo um livro, cortando a grama, cozinhando, ajudando meus filhos com a tarefa escolar, criando um jardim e tantas outras coisas... A cada momento se pode transmitir alguma coisa e a receber um pouco da experiência do outro.
Pra isso bastam três coisas: eu o outro e respeito mútuo.

 ♥